Paisagens Rotas, 2018
Paisagens Rotas, 2018

Exposição individual na Galeria Escada, Centro Cultural da Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei, 16 de agosto à 30 de setembro de 2018.

Paisagens Rotas, 2018
Paisagens Rotas, 2018

Exposição individual na Galeria Escada, Centro Cultural da Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei, 16 de agosto à 30 de setembro de 2018.

Paisagens Rotas, 2018
Paisagens Rotas, 2018

Divulgação da exposição individual na Galeria Escada, Centro Cultural da Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei, 16 de agosto à 30 de setembro de 2018.

Paisagens Rotas, 2018
Paisagens Rotas, 2018

Exposição individual na Galeria Escada, Centro Cultural da Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei, 16 de agosto à 30 de setembro de 2018.

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Sobre

Paisagens Rotas

2018 [16 de agosto 30 de setembro]

Galeria Escada, Centro Cultural UFSJ São João Del Rei MG Brasil

                                                           

Paisagens Rotas é uma pesquisa visual em desenho que tem início na exploração de diversos materiais – carvão, pigmentos naturais, grafite, óleo de linhaça, cera de abelha e parafina. A utilização desses materiais envolve situações acidentais e casuais decorridas dos processos alternativos de aplicação
e fixação destes sobre a superfície de papéis mata borrão. A realização das Paisagens envolve uma grande carga de incerteza e provisoriedade gerada pelas características próprias dos materiais escolhidos e pelos processos utilizados.

O nome sugere a construção de um lugar de caminhos possíveis, assim como um lugar onde
se vislumbram espaços rotos, quebrados, desconexos, que indicam a existência de algo que os interligue. Um espaço de memórias partidas, da ausência de sentido, ou de uma estrutura que resta apenas
em parte, em cacos, a se decifrar. Da mesma forma, o nome aponta para a possibilidade de se percorrer esses espaços, através de rotas que perpassam esta paisagem fragmentária em uma construção metafórica do próprio pensamento.

Em meio a áreas densas, sem referenciais claros que definam distância, profundidade ou ritmo, ocorre
o aparecimento de traços de outra estirpe: diversas marcas ocasionais e linhas retas – que denotam
a presença de um referencial humano. Marcos que delimitam e conduzem, apresentando possíveis planos de leitura na imagem tornando-se, consequentemente, ferramentas que conduzem o olhar: apontam para a existência de uma estrutura não definida ou que perdeu um sentido claro, como marcas apagadas pelo tempo. Através desses marcos – no real, na memória e na imaginação – o espaço
se organiza.

Com a ficcionalização de lugares e territórios, em constante construção e transformação, os desenhos
se abrem como vetores para a reflexão sobre o espaço geográfico, histórico e político no qual estamos inseridos. Apontam para a possibilidade de se pensar a construção de um imaginário próprio, inferindo importância na formulação do fazer imagem que se dá, tanto em relação ao ato de desenhar, quanto
no espaço aberto pela visão e elaboração que ocorrem através do olhar do observador.

Esta mostra pretende discutir como a memória física do terreno soma-se às memórias individuais
e coletivas, seja através da construção de imagens – desenhos – signos, que se interligam, seja
nas dimensões da paisagem natural e na presença da interferência humana nessa paisagem.

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Séries presentes